Liga Portugal 1

Clássico Porto e Sporting pelo olhar tático

(Foto: Catarina Moraes Kapta+).
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Empate entre os líderes da Liga Portugal, mantém a disputa pelo título em aberto

FC Porto e Sporting fizeram um duelo pobre, em termos qualidade e chances de gols. Porém para quem gosta da parte tática e observações de movimentações ofensivas e defensivas, o jogo se torna interessante, como um bom xadrez.

O Porto escalado no seu já tradicional 4-3-3, com Borja e Pepe bem abertos, caindo sob os laterais, Samu na ponta de lança, no meio Varela, Veiga e Froholdt e na defesa os laterais acompanhando os pontas do Sporting e os zagueiros mais recuados tendo a marcação pressão de Suárez e Pedro Gonçalves.

A equipe do Sporting no 4-2-3-1 com Trincão na esquerda, Geny Catamo na direita e Pedro Pote no meio, por vezes encostando no centroavante Suárez, quase como um segundo atacante. Na defesa Maxi e Fresneda encaravam os pontas Portistas com auxílio de Hjulmand na direita e Morita na esquerda.

Os zagueiros Kiwior e Bednarek, Gonçalo Inácio e Diomandé foram grandes destaques, ganhando a maior parte dos duelos com os atacantes adversários. A marcação encaixada dos Leões sucumbiu quando Varela começou a aparecer no campo ofensivo e sem tanta marcação de Pedro Gonçalves teve liberdade para finalizar e iniciar às jogadas.

Do outro lado, Geny Catamo era o grande escape em contra golpe, mas pecava na finalização das jogadas. Outro bom escape ofensivo do Sporting, especialmente na parte final do 1º tempo, foi Maxi Araújo na esquerda, provocador, firme na marcação e com grande qualidade técnica, o atleta vem se desenvolvendo a cada jogo e se transformando em um dos nomes mais interessantes deste elenco.

Os principais articuladores Pedro Gonçalves e Gabri Veiga não estiveram em boa noite, o que também sobrecarregou o trabalho dos meias e pontas abertos. Trincão sem tanta liberdade sofreu na esquerda e melhorou na parte final do jogo, mas por dentro e com Luís Guilherme e Faye pelos lados.

Um ponto a se destacar tem sido a dificuldade dos Dragões em transformar o controle de jogo em chances e/ou gols. Sem efetividade, o jogo da equipe se tornou mais previsível. Algo que Farioli terá que mudar, buscando novas alternativas dentro deste modelo de jogo.

Já o Sporting, no tempo em que teve a bola, mostrou sua clara qualidade. O problema é que a equipe abdicou muito do jogo ofensivo e teve dificuldades para superar a pressão dos Dragões, apelando para lançamentos e chutões.

O resultado de empate, até por tudo que aconteceu se tornou mais saboroso ao Sporting. Mas de qualquer forma, o Porto segue com 4 pontos de vantagem, além de ter sido melhor no confronto direto, o que de alguma forma lhe dará vantagem se o desempate em pontos for preciso.

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Luis de Sá Perles

Editor e idealizador do Liga Portuguesa BR. Amante do futebol português, devido ao sangue transmontano, que corre em minhas veias. Jornalista com especialização em gestão executiva de futebol.