Dragões tem mais da metade de seus gols nos primeiros 20 minutos de cada tempo
O líder da Liga Portugal, com possibilidade de ser alçando pelo Benfica que soma um jogo a menos, o FC Porto agora sob o comando de Francesco Farioli tem deixado boas impressões, daquilo que parecem ser as características de jogo buscadas pelo italiano para esta temporada. Escalações sempre baseadas no 4-3-3, contando com a boa movimentação dos homens de meio e ataque, muita intensidade, pressão pós perda e jogadas agudas, visando a finalização mais rápida possível. Este seria um breve resumo do que foi até aqui este novo Dragão, em dois amistosos oficiais e quatro jogos do campeonato.
Nomes como Bednarek, Alberto Costa, Froholdt, Gabri Veiga, Borja Sainz se juntaram a Nehuén Peréz, Alan Varela, Francisco Moura, Samu, Pepê ofertando a equipe muita disposição, disputa pela bola e progressão rápida de espaços. Situações estas que sufocam os rivais em sua saída de bola e obrigam os mesmos a recuarem, para tentar impedir o avanço e domínio da equipe portista. Esta intensidade tem sido observada, especialmente, no início dos tempos em cada jogo e tem gerado frutos. Seis dos 11 gols do time na liga saíram entre o 1º e 20º minuto da etapa inicial ou final, muitos deles resultado de roubada de bola na saída de jogo do rival, tendo um largo espaço de campo para avançar.
Estas características casam bem com os atletas da equipe titular. Veiga, Froholdt, Sainz, Pepê, Samu e cada vez mais William Gomes são fortes na pressão e tem uma capacidade de arranque, passe e proteção de bola. O que geralmente oferece ataques perigosos ao gol adversário. Lá atrás, Alan Varela acaba sendo o pendulo de equilíbrio. Ocupando sempre o espaço deixado pelos meias e cobrindo as descidas dos laterais, na direita e esquerda, contando com o apoio (recomposição) de Froholdt neste momento. O dinamarquês, aliás é peça muito importante nesta engrenagem. Visto que tem corpo, altura e explosão para realizar movimentos ofensivos e defensivos, quase sempre com competência. Gabri Veiga mais pela esquerda realiza um papel parecido, com menos pegada, mas com boa noção de espaço e capacidade de cobertura. Além ótimos números nos passes, qualificando a segunda etapa do trabalho ofensivo (após a roubada de bola, a construção do ataque).
Na defesa, o goleiro Diego Costa é uma segurança vital, poucas finalizações perigosas chegam, mas quando veem, o goleiro da seleção portuguesa não deixa passar facilmente. O zagueiro polonês Bednarek trouxe experiência, vigor físico, altura a defesa e aliado a Nehuén Pérez, vão se completando e protegendo o miolo da área. A equipe não tem vergonha de “matar a jogada”, cometendo faltas, no início da construção do adversário ou caso o mesmo avance. Farioli tem ainda boas opções no banco a depender dos momentos dos jogos. Eustáquio de volante, Zaidu com toda a sua força física e capacidade de chegada a linha de fundo, William Gomes que vem substituindo e muito bem Pepê, Pablo Rosário (recém chegado do Nice) no meio campo, além de Luuk De Jong que como um clássico atacante, gera espaços para os companheiros, protege bem a bola, sendo sempre um perigo de gol para qualquer defesa.
Claro que a temporada é longa, mas neste pequeno recorte inicial, percebe-se um time que acredita naquilo que vem sendo trabalhado e proposto pelo treinador italiano. Atletas comprometidos com os movimentos, a intensidade e principalmente fortes mentalmente, ligados, para fazer deste FC Porto versão 2025-26 uma equipe muito competitiva, qualificada, capaz de reconquistar seu espaço no futebol português e europeu.



























































