Em um dos melhores e mais eletrizantes jogos da Liga Portugal 2 da rodada, Marítimo e Vizela empataram em 1 a 1, neste domingo, no Funchal. Em um confronto direto pela liderança, o Marítimo jogou com um a menos desde o primeiro tempo, mas mostrou um poder de reação incrível e buscou o empate na segunda etapa com um gol do luso-brasileiro Raphael Guzzo, em uma partida marcada por duas expulsões e lances polêmicos de VAR.
O JOGO
O primeiro tempo foi dividido em duas partes distintas. Após um início equilibrado, o jogo pegou fogo a partir dos 30 minutos. Aos 37, após uma longa revisão no VAR, o árbitro marcou um pênalti para o Vizela e expulsou o capitão do Marítimo, Romain Correia. Na cobrança, Heinz Mörschel abriu o placar para os visitantes. O caos continuou nos acréscimos, quando o árbitro foi novamente chamado ao VAR por uma falta de Xavi Grande, que era o último homem da defesa, mas de forma muito polêmica, manteve apenas o cartão amarelo, uma decisão que gerou muita discussão.
Mesmo com um jogador a menos, o Marítimo voltou muito melhor para o segundo tempo, graças a uma mudança tática do técnico Vítor Matos, que promoveu a entrada do zagueiro brasileiro Jr. Almeida no intervalo. A equipe da casa passou a dominar completamente o jogo. A situação ficou mais equilibrada numericamente aos 62 minutos, quando Bright Godwin, do Vizela, recebeu o segundo amarelo e também foi expulso.
Com o jogo 10 contra 10, a pressão do Marítimo se intensificou, e o luso-brasileiro Raphael Guzzo chamou a responsabilidade, com chutes e cruzamentos perigosos. De tanto insistir, a equipe da casa chegou ao merecido empate aos 76 minutos. Em uma boa jogada pela esquerda, Raphael Guzzo apareceu livre na entrada da área e finalizou com precisão para deixar tudo igual. O “brasileiro” quase virou o herói da virada aos 81, quando deixou seu companheiro Adrián Butzke na cara do gol, mas o atacante desperdiçou a chance. Pelo lado do Vizela, o lateral brasileiro Ítalo Henrique entrou no segundo tempo para tentar segurar o ímpeto do time da casa.
O grande nome da partida, eleito pela crítica, foi Simo Bouzaidi, do Marítimo. O atacante foi incansável, especialmente no segundo tempo, e o principal elemento de desequilíbrio na busca pelo empate.




























































